Sobre asas, sob nada sou dançarino dos mundos desnecessários e das ordens incontestes. A uma música dos vaticínios atuo como porta-voz dos poemas impublicáveis. Transfiguro a arma na tocaia no peito vermelho e rasgado. Plácido, sereno, pacífico caminho pelas ruas feito pombo aberto aos tiros.
Me perdi, me privei e me tolhi nas gramáticas dos poemas pequenos, nos anúncios dos jornais e revistas erógenas e nos açúcares infestados dos beijos eu ri.