I
Ao manisfesto da emoção
o outro poema de Maria
será válido em todos os beijos.
O amor, presença garantida,
anulará o desalento dos estímulos
nas manhãs de versos livres de lágrimas.
Confesso: o outro poema de Maria
nascerá em alma, uma espécie de tempo
a se criar no espaço em partes duas.
II
O outro poema de Maria
não estará sujeito às sílabas do poeta,
aos versos métricos dos minerais,
aos encontros líricos dos olhares,
às leis tirânicas no maltrato das águas
nas noites e vozes soltas nas crenças.
Declaro: o outro poema de Maria
viverá em vento, uma espécie de corpo,
a esculpir na carne as artes nuas.