A voar perco o nervo
quando anuncio o amor,
a estrela arrebentada na cruz,
o viaduto na contramão da noite.
Alimento o coração gótico, a alma.
Flamejo na ruína do lamento.
Quando pousa no espaço o perdão
eu logo me perfuro, cava-me a lágrima.
Na escada crucificada na sombra
sonho com o arqueio do amor aéreo.