Ao te penetrar memória
sou intenso nas lavouras das mãos.
Delírios do silêncio, incenso
queimado no cais da espera.
Ao te atender memória
sou intenso nas chamadas dos sonhos.
Noites do lençol suspenso
gerado úmido na voz.
Ao te conduzir memória
sou intenso às sedes e aos vinhos.
Claridades do nu propenso
nascido fogo na palavra.