sexta-feira, 8 de março de 2013

O PRESENTE


Quando, tarde, retirei da véspera
o primeiro sorriso da noite de Natal
resplandeci na lua da mulher nua.
O ato e a viagem me fixaram no longe.

Guiei a mulher na espaçonave do adorno,
marmitex da joia, aos adiantes das estrelas.
Choveram ímpetos de frisantes com ricotas,
meteoros, brilhos de chocolates nos lábios.

Nos beijos sem planos, prescrições e dietas
pratiquei os brindes aos perdões, voos das vidas.
Presenteei na lua a mulher nua: colar, 
vento, alecrim, fruta, retorno à atmosfera.