sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

ESTRIDÊNCIA


O coração no centro da cidade grita.
O olhar na garganta urbe transita.
O silêncio psicofônico no alto-falante.
A voz do grito na carne e alma do instante.

O grito alivia o som do olhar à bala.
Na mão, a inexistência do apego cala.
Quem grita a íntima fantasia tece.
O grito ressoa na alegoria e anoitece.

O caos na periferia da cidade berra.
A noite é dura no clamor, ruído da guerra.
No tumulto beijo dissonante, abraço cortado.
A voz do grito retorna ao coração calado.