sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A ÚNICA PERGUNTA NO BAR


Talvez eu não devesse de ti me aproximar.
A noite é atraente aberta em teus olhos.

Teus olhos no bar não me enganaram.
Real era a cor da noite, e a rua te caminhava.

Meus pelos em sombras de esquinas, verdades e ventos.
Senti na marca do encontro a poesia transbordada

nas peles, no jeito de mexer o copo,
erguer o brinde, revirar o corpo.

Alisei o momento, revelei-te precioso.
Anotaste o número do meu celular no guardanapo...

Cativa do magneto da proximidade,
no bar respondi à tua única pergunta

e mergulhamos na canção do azul-purpúreo do olhar.
- Sou uma garota de programa.