...o pior
da minha invisibilidade
é que só
eu tenho consciência dela...
(Manoel
Lobato)
É preciso
que os olhos
mutilados
no tempo pretérito
penetrem
nos verbos, palavras
feito
terra a mergulhar em defunto.
E
longínquas se unam às graças do esvoaçar:
pareço-me
casa sem caminho,
afiguro-me
corpo sem corpo,
comparo-me
a era sem rosas,
aparento-me
cálice sem vinho.