quarta-feira, 7 de novembro de 2012

ESPELHÚNDIO



Olhos colados aos óculos, desesperos
das pessoas comendo as veias dos braços, medos
dos sangues rolando nos colos, graças

dos dentes chorando as lágrimas dos barcos, sustos
nas imagens das distâncias dos espelhos, luzes
reflexos dos óculos pousando nos braços, mágicas

do nada do riso de todas as coisas, confusões
das gargalhadas, gumes das ondas e ideias de areias
trafegando
viajando
mareando

e o tempo flutuando nos brilhos, vênus
navegando longe, navegando longe,
espancando
estragando
maltratando.