Olhos
colados aos óculos, desesperos
das
pessoas comendo as veias dos braços, medos
dos
sangues rolando nos colos, graças
dos
dentes chorando as lágrimas dos barcos, sustos
nas
imagens das distâncias dos espelhos, luzes
reflexos
dos óculos pousando nos braços, mágicas
do nada
do riso de todas as coisas, confusões
das
gargalhadas, gumes das ondas e ideias de areias
trafegando
viajando
mareando
e o tempo
flutuando nos brilhos, vênus
navegando
longe, navegando longe,
espancando
estragando
maltratando.