No
tortuoso caminho malcheiroso
das
paixões clandestinas e ocultas
fogueiam
madeiras no rio de arrudas
que arde
e caminha sob passos incertos.
Corre e melodia
canções e versos
cobertos
de cancro, sífilis, gonorreia.
A cidade
o rio aproxima do mundo.
O mundo
ele revivifica na cidade.
As
arrudas buscam nas estrelas a lua
e a
responsabilidade poética das vidas.
(Vidas
que se semeiam nas mãos oleosas,
ébrias de
misérias,rudezas,prazeres).