Em amor falei com sentimento da eternidade
ao desejar sair do pensamento com a saudade.
No efêmero a asa atraente da celebração
levou o alcance da montanha ao coração.
No pouso o céu sobre o anoitecer.
Na chegada o vão na serra do prazer.
Sob o lapso fui cigarro fumado ao desperdício.
Fui o reino destroçado na fúria afoita do ofício.
Além do que confessei ao recato de uma menina,
mais do que o bêbado clamou por canjebrina,
o príncipe por fidalguia, poder, encanto,
o demente por parvoice da noite e canto
calei-me ao clarão infecundo da melancolia.
No ar matei a palavra no submundo da asfixia.