Perdura o perfume da vida no coração da borboleta.
Procuro-te nas noites das miniaturas das esquinas, fonema.
Sorriso de primavera na pedra sofrente dos teus olhos.
Esqueço-me do jornais, televisão, do eterno comum de dois.
Limpo-te nos passos, sonhos, desejos do anacoreta.
Aromáticas a febre da melancolia, a invisibilidade da solidão do poema.
No mesmo rosto esquecido a saudade insiste nos olhos.
Canta o dia, o segredo, o que vem em seguida e o depois.